sexta-feira, 5 de setembro de 2014

CULTO DA FAMÍLIA 24 08 2014 PR WAGNER ZUANETTI ATOS 3: 1-10



CULTO DA FAMÍLIA 24 08 2014
PR WAGNER ZUANETTI
ATOS 3: 1-10

PEDRO E JOÃO IA ORAR NO TEMPLO.
É POSSÍVEL A NÓS ADORARMOS A DEUS EM ESPÍRITO E VERDADE, INDEPENDENTE DA FORMA DE AGIRMOS.

POIS O QUE NOS UNE É JESUS CRISTO.
AQUILO QUE NOSA UNE É MAIOR QUE AS NOSSAS DIFERENÇAS.
JESUS É O ÚNICO QUE PODE REERSCREVER A NOSSA HISTÓRIA, A NOSSA VIDA .

DEUS PRECISA DE VERDADEIROS ADORADORES.

V. 4 Pedro e João olharam bem para ele e, então, Pedro disse: "Olhe para nós!"
VEJA ASSIM COMO NA ATITUDE DO ALEIJADO, ASSIM NÓS TAMBÉM AO PEDIRMOS TEMOS QUE OLHAR PARA CIMA, PARA O ALTO, SL 121: 1 E 2 Levanto os meus olhos para os montes e pergunto:
De onde me vem o socorro?
2 O meu socorro vem do Senhor,
que fez os céus e a terra.
AONDE O SENHOR VAI TE AJUDAR OU MUDAR A SUA HISTÓRIA?

NOS DIAS DE HOJE ESTÁ FALANDO REFERENCIAL.

REPUTAÇÃO = Significado de Reputação

s.f. Ato ou efeito de reputar. / Conceito de que goza uma pessoa por parte do público, da sociedade em que vive. / Consideração. / Apreciação. / Bom ou mau conceito: ter boa, má reputação. / Renome; estigma; prestígio.


CARÁTER = Significado de Caráter

s.m. Conjunto de qualidades (boas ou más) que distinguem (uma pessoa, um povo); traço distintivo: o caráter do povo brasileiro. / Gênio, índole, humor, temperamento. / Formação moral, honestidade: homem de caráter. / Cunho, aparência, ar, feição: obra com caráter de autenticidade, missão em caráter oficial, doença de caráter grave. / Psicologia Conjunto coerente de respostas dadas por um indivíduo a uma série de testes e que permite, por comparação estatística, situá-lo numa categoria determinada. / &151; S.m.pl. Letras, tipos de impressão: caracteres árabes. (Pl.: caracteres.)

VOCÊ É FRUTO DAS DECISÕES QUE VOCÊ TOMA DURANTE A SUA VIDA.


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A CHAMADA DE MOISÉS



CULTO DA FAMÍLIA 03 08 2014
PR WAGNER ZUANETTI
ÊXODO 3:1-7
A CHAMADA de Moisés
Deus só chama pessoas ocupadas, ele não chama ocioso.
1 Samuel 16:11, fala sobre onde esta a estava Davi para ser ungido.
Mateus 9:9 o Senhor Jesus chama Mateus para obra.
No caso com Moisés foi o encontro do natural com o sobrenatural.
O Senhor quando chama pelo nome, normalmente ELE chama duas vezes; porque na primeira ELE te conhece, na segunda ELE conhece a sua intimidade.
Existem coisas em nossa vida que nos separam de uma comunhão maior com Deus.
Tirar as sandálias      =    santidades;
Tirar as sandálias =    pecado, adultério, vício, etc;
Tirar as sandálias =    amargura, falta de perdão, falsidade,inconfiável
A religião gera jugo sobre nós, pois nos impõe a fazer coisas que o Senhor não imporia.
O evangelho de Jesus ajunta e não espalha.
Ex.: Zaqueu, Lucas 19:2-8 
João 8:1-7 a mulher pega em adultério.
Ovelha sem pastor é alvo de ataques de “lobos”.
Habacuque 2:3
Pois a visão aguarda
um tempo designado;
ela fala do fim e não falhará.
Ainda que demore, espere-a;
porque ela certamente virá
e não se atrasará. 
Em Cristo

quinta-feira, 31 de julho de 2014

O NÚMERO 40 NA BÍBLIA




NA BÍBLIA O Número 40

O número 40 aparece como um número arredondado na Escritura, que denota uma geração. Alguns dos juízes julgaram durante 40 anos (Otniel, Débora, Baraque, e Gideão). Saul, Davi, e Salomão que reinaram cada um como rei durante 40 anos. 
As Escrituras falam freqüentemente do número 40: 
As chuvas do Dilúvio duraram 40 dias e 40 noites 
Moisés esteve 40 anos no Egito , 40 anos em Midiã, e no Monte 40 dias. 
Israel vagou no deserto 40 anos. 
Os espiões estiveram em Canaã por 40 dias. 
Elias jejuou 40 dias. 
Foram dados 40 dias a Nínive. 
Jesus jejuou 40 dias 
Jesus esteve com os seus discípulos durante 40 dias após a sua ressurreição (Atos 1:3).

“Este é o número do teste. A primeira vez em que ele aparece é em Gn-5:13, idade de um homem. Ele aparece sem os 800 a ele atados em Gn- 7:4, quando o dilúvio inundou a terra durante quarenta dias e quarenta noites (Gn-7:17). Esaú tinha quarenta anos quando tomou uma esposa errada. Isaque tinha quarenta anos quando recebeu Rebeca por esposa. Os filhos de Israel são testados por quarenta anos no deserto, até que todos os rebeldes tivessem morrido. Moisés passou quarenta dias e quarenta noites jejuando no Monte Sinai, onde recebeu as Tábuas da Lei. Elias jejuou durante quarenta dias e quarenta noites (1ªRs19: 8). Jesus Cristo jejuou quarenta dias e quarenta noites, antes de iniciar o seu ministério terreno. O homem curado em At-4:22, tinha mais de quarenta anos de idade, limite para alguém receber cura, naquele tempo. Daí surgiu o ditado popular: "A vida começa aos quarenta".
As referências aos filhos de Israel no deserto, onde ficaram por quarenta anos são muitas. Vejam algumas delas em Hb-3:9;17; Núm-14:33,34; Dt-2:7;8:2. De Moisés jejuando por quarenta dias e quarenta noites temos Dt-10:10. A terra de Israel é obrigada a descansar no período de quarenta anos,em Jz-3:11 e 8:28. O sacerdote Eli governou o povo por quarenta anos, conforme Jz-8:28 e em Sm- 14:18.
Saul reinou por quarenta anos (At-13:21) e pelo mesmo espaço de tempo reinaram Davi e Salomão (1ªRs-2:11e11:42). Geralmente esse período de quarenta anos tem sido uma espécie de teste usado por Deus a fim de determinar algo importante no porvir.
http://www.montesiao.pro.br/estudos/teologicos/significado_numeros.html
Número que indica um tempo necessário de preparação para algo novo que vai chegar: 40 dias e quarenta noites do dilúvio (Gn 7,4.12); 40 dias e 40 noites passa Moisés no Monte (Ex 24,18; 34,26; Dt 9,9-11; 10,10); 40 anos foi o tempo da peregrinação pelo deserto (Nm 14,33; 32,13; Dt 8,2; 29,4, etc.); Jesus jejuou 40 dias antes de começar o seu ministério (Mt 4,2; Mc 1,12; Lc 4,2); a Ascensão de Jesus acontece 40 dias depois da Ressurreição (Act 1,3). Quando alguém errava, era corrigido com 40 chicotadas (Dt 25,3) e Paulo também recebeu cinco vezes as 40 chicotadas menos uma (2Cor 11,24)
CURIOSIDADES
MEIA-IDADE:
“A meia idade é uma fase que se inicia aos 40 anos e tem seu ponto culminante dos 60 aos 65 anos. Através de entrevistas com homens de meia idade, que representavam uma variedade ocupações e de nível sócio-econômico, Levinson(1978), criou uma teoria de desenvolvimento adulto e usou como base o conceito de estrutura de vida. Os dois aspectos mais importantes da estrutura de vida são as escolhas feitas sobre o casamento e a família e sobre a carreira.
Levinson(1978) incorpora quatro eras ou estações da vida de um indivíduo. As quatro estações são a infância e a adolescência, do nascimento até 22 anos, início da idade adulta, de 17 a 45 anos, meia idade, de 40 a 65 anos e velhice, a partir de 60 anos. A sobreposição entre a primeira e a segunda estação é o início da transição adulta e a sobreposição entre a terceira e quarta estação é a transição de meia idade.
Ao atingir a transição de meia idade, os adultos começam a enfrentar algumas questões difíceis do passado, presente e futuro. Preocupações sobre o alcance de objetivos e dúvidas sobre oportunidades futuras podem surgir. Sinais físicos de envelhecimento começam a aparecer, desenvolvem-se alterações na visão, níveis de aptidão física começam a cair limitando a quantidade de atividade no qual estejam envolvidos. A percepção de que o progresso pode ser feito, apesar dos declínios, torna mais fácil a entrada nesta fase, afirma Levinson(1978)(...)” 
TEMPO DE GESTAÇÂO:
“A duração média da gravidez é de 40 semanas, 10 luas ou 280 dias.(...)”


 Pesquisa efetuada por Carol Moraes 
Líder da Célula dos Jovens Plenitude
Igreja Evangélica Plenitude - Osasco


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

A CURA DO CORPO DE NAAMÃ

 “Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o SENHOR dera vitória à Síria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso” (2 Reis 5.1 a 19 – destaque v.1)
O propósito deste estudo é reafirmar que Deus quer nos abençoar por completo com a cura do espírito, da alma e do corpo, sabendo que a cura do espírito é a mais importante por ser eterna.
Deus purifica as pessoas contaminadas pelo pecado através do poder do Espírito Santo e da ação do Sangue de Jesus.
Geralmente o ser humano procura na religião ou nas Igrejas alguma coisa que preencha seus interesses e necessidades pessoais, que seja resposta aos seus anseios mais imediatos, como a solução de problemas financeiros, sentimentais e de relacionamentos, prosperidade nos negócios e nas finanças, conseguir emprego, cura de enfermidades e outras mais. Querem encontrar Deus em coisas palpáveis, objetivas, materiais, visíveis, não se contentando com apenas a fé em Deus ou com o invisível e impalpável ou sobrenatural.
A Igreja é o Corpo de Cristo na terra, não um negócio; é um organismo vivo, não uma organização; é o Corpo e não a Cabeça de Cristo;
Vejamos um pouco da história de Naamã antes de sua conversão:
O v. 1 diz que Naamã tinha virtudes e um problema sério: “Naamã, comandante do exército do rei da Síria, era muito respeitado e honrado pelo seu senhor, pois por meio dele o SENHOR dera vitória à Síria. Mas esse grande guerreiro ficou leproso”. Naamã era da Síria cujo rei era Ben-Hadade. Era militar bem-sucedido no comando do exército da Síria, corajoso, forte, valente e herói de guerra, cheio de medalhas e condecorações pelos seus feitos nas batalhas.   Era homem de projeção e confiança do rei da Síria, general respeitado e honrado pelo rei e também pelo povo.
Podemos imaginar que, quando Naamã andava pelas ruas de Damasco, era honrado e respeitado por todos por onde passava.  Através dele, Deus dera vitória à Síria na guerra contra Israel.
Deus não divide Sua glória com ninguém!
Pergunta que sempre ouço: “Deus alcança as pessoas pela dor ou pelo amor?”. Santo Agostinho, numa de suas obras, disse: “Um homem só é mudado por um grande amor ou por uma grande dor!”. E é verdade! Os evangélicos pegaram sua expressão e deram uma customizada.
Se Deus está falando ao seu coração, não adianta você fugir dEle. Um dia você vai se render a Deus!
Naamã era alvo do amor de Deus como todo seu povo, mas havia algo mais importante na alma de Naamã que precisava ser curado primeiro: o seu orgulho!
Apesar de Naamã não conhecer o Deus de Israel, Deus já o conhecia, já sabia quem era Naamã. Naamã era um vencedor, mas tinha um problema sério: era leproso!
Vamos examinar os cinco importantes acontecimentos na vida de Naamã:
1. NAAMÃ TINHA UM GRANDE SOFRIMENTO.
O final do v.1 diz que ele era “…leproso!”. Deus permite certos problemas em nossa vida para valorizarmos a Deus e o que Ele quer fazer em nós e por nós. Naamã era leproso! Era um herói de guerra respeitado na rua por onde passava, mas na intimidade de seu lar, ele passava por um grande sofrimento físico e emocional: era leproso!
Diante do povo, ele usava sua farda militar toda cheia de medalhas e condecorações e sua armadura; era vistoso e respeitado. Mas quando tinha que tirar sua farda na intimidade de sua casa, e sua ferida era exposta e tinha que mostrar quem realmente ele era.
A lepra é uma doença infecto-contagiosa causada por um bacilo, que altera os nervos inicialmente das extremidades do corpo, depois a pele e a carne: nariz, orelhas, os dedos… Doença terrível!
Espiritualmente falando, talvez seja este o seu retrato: Talvez você seja uma pessoa bem-sucedida no seu trabalho, ou nos seus negócios, ou na sua carreira profissional, nos cursos que você faz; mas tem uma lepra dentro de você, um pecado sobre o qual você não consegue vitória! No círculo de colegas e amigos na empresa você é elogiado, reconhecido e valorizado; mas tem lepra na alma!
Você está ganhando bem, sua finança estão bem, tem uma boa casa ou apartamento, um bom carro, esposa bonita ou marido elegante; mas na intimidade de seu lar tem uma lepra dentro de você. Você é um derrotado, um fracassado, um doente! A lepra simboliza o pecado.
Quais são as características do leproso?
a) Tinha que ficar separado da comunidade.
b)  A lepra produz insensibilidade.
O primeiro sintoma da lepra é a insensibilidade. A pessoa pode se queimar com água fervendo, martelar o dedo, e não sente nada.
O pecado na vida do crente longe de Deus o torna insensível ao que Deus está fazendo e quer fazer na vida dele. Assim é o pecado na vida da pessoa que se afasta de Deus, que não quer saber nada de Deus; fica insensível à voz do Espírito Santo. Nada mais toca ou sensibiliza a pessoa.

c)  A lepra deforma o corpo.
Lá fora na rua, Naamã era um herói de guerra, um vencedor honrado, respeitado. Dentro de casa, um fracassado, um derrotado pela lepra, um doente. Não podia abraçar sua esposa e seus filhos, porque a lepra era contagiosa.
Quem sabe seja a sua situação! Alguém que trabalha na Igreja, dizimista, canta no coral, toca ou canta no grupo de louvor, mas dentro de casa você é outra pessoa, um fracassado espiritualmente!
Naamã usava a farda militar e a armadura. Talvez você use máscara para viver uma vida dupla, de aparências, máscara de espiritualidade e de piedade. Muitos se escondem por trás da máscara a impureza da pornografia, da sedução, do sexo pecaminoso. Muitos têm cara de santo, mas na intimidade do quarto de sua casa, oficina ou do escritório, na solidão, as marcas da lepra do pecado aparecem. Talvez você tenha chorado em seu travesseiro esta vida dupla no caráter e na vida espiritual.

2. NAAMÃ TINHA GRANDES EQUÍVOCOS.
1º) Pensar que Deus se submete a influências de poderosos, de ricos, intelectuais e políticos! Era cego espiritualmente  pensar que o fato de ser um general vencedor, poderia conseguir influenciar o rei de Israel a mandar o profeta curá-lo. Resolver questões espirituais por meio da diplomacia! Os homens que se consideram grandes nada são diante de Deus!
2º) Pensar que o dinheiro poderia comprar a bênção de Deus! Levou presentes para comprar a bênção da cura: 350 quilos de prata, 72 quilos de ouro e 10 vestidos de festa, coloridos. Só ricos usavam roupas coloridas… Seu equívoco: “Vou dar estes presentes e o profeta vai me abençoar!”. Dinheiro não pode comprar a bênção e a unção de Deus!
É o engano de muitos chamados homens de Deus: pensam que podem transformar a Igreja em negócio! Igreja não é empresa! Igreja é Agência de salvação e de edificação dos salvos, de bênção de Deus para todos os povos.
Um dia a máscara caiu. Naamã se equivocou. Você pode estar se equivocando também: não é resolvendo dar o dízimo ou uma boa doação que você vai alcançar a bênção de Deus!
Quem sabe você separou dinheiro para fazer um sopão para os mendigos moradores sob os viadutos para agradar a Deus; isso não resolve! Você não pode comprar a bênção de Deus. O que Jesus conquistou na cruz é de graça! Alguns fazem isso declaradamente. Dinheiro, prestígio e fama não compram a bênção de Deus.
3º) As glórias humanas poderiam colocá-lo numa condição privilegiada! O v.9 diz: “Então Naamã foi com seus cavalos e carros e parou à porta da casa de Eliseu”. Achou-se importante e esperava receber um tratamento vip, diferenciado, com honrarias de general vencedor.
Naamã parou à porta da casa do profeta Eliseu e este nem saiu para recebê-lo. Mandou orientação por seu mensageiro, Geazi: “Vá e lave-se sete vezes no Rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado” (v.10). Naamã ficou indignado, furioso, bravo com o tratamento recebido: “Eu estava certo de que ele sairia para receber-me, invocaria em pé o nome do SENHOR, o seu Deus, moveria a mão sobre o lugar afetado e me curaria da lepra. Não são os rios Abana e Farfar, em Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Será que não poderia lavar-me neles e ser purificado? E foi embora dali furioso” (vs.11 e 12).
Em Damasco, ele era recebido com pompa e circunstância! Eliseu nem saiu à porta para recebê-lo, para cumprimentá-lo: que falta de respeito!
O problema maior dele não era a lepra; era seu orgulho ferido. Sentiu-se ofendido em ser recebido pelo mordomo de Eliseu com esta mensagem: “Vá e lave-se sete vezes no Rio Jordão; sua pele será restaurada e você ficará purificado” (v.10).
Diante de Deus todos nós somos como trapo de imundícia! Não podemos exigir posição no Reino de Deus. Muitos pensam que diante de Deus são especiais porque são bem-sucedidos.
3. NAAMà TINHA  UM GRANDE  TESTEMUNHO  DENTRO  DE  SUA  CASA.
“Ora, tropas da Síria haviam atacado Israel e levado cativa uma menina, que passou a servir à mulher de Naamã. Um dia ela disse à sua senhora: Se o meu senhor procurasse o profeta que está em Samaria, ele o curaria da lepra”  (vs. 2 e 3).
Numa batalha vencedora do exército da Síria contra Israel, os sírios levaram “presos de guerra” para fazê-los escravos, serviçais… uma menina ficou a serviço da mulher de Naamã em sua casa. Não sabemos sua idade, talvez uma adolescente. Talvez seus pais tenham sido mortos na guerra; Deus tem seus caminhos, suas providências.
Benditas as “empregadas domésticas” que dão bom testemunho de Jesus nas casas de suas patroas! Benditos os pedreiros, pintores, eletricistas, encanadores, mecânicos, atendentes, motoristas, vigilantes, bancários, professores, enfermeiros, médicos, advogados, dentistas crentes e que dão bom testemunho de Jesus no seu ambiente de trabalho e de relacionamentos!
A “menina” era menor, mas não era boba, nem cega e nem surda: observava o drama do casal com a lepra do seu patrão. Quando houve uma oportunidade, “disse ela à sua senhora: Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria de sua lepra” (v.3).
O herói nacional não era um general! Era uma heroína! Uma escrava adolescente, uma serviçal dentro da casa do general!
Ela poderia se vingar: “Bem-feito pela sua lepra!”. Havia a questão da inimizade, mas ela superou tudo: “Ah! se o meu patrão fosse à Samaria e o profeta do meu País orasse por ele, tenho certeza que ele seria curado!”
Quando Deus resolve alcançar alguém, não adianta escapar! Deus vai alcançar!
Deus está mirado em você para mudar a sua história. O retrato de Naamã pode ser o seu retrato. Você sabe como você é na intimidade: a lepra está lá!
Naamã se achava importante, mas Deus colocou uma escrava adolescente dentro da casa dele para ser bênção na vida dele. Ele creu na informação da escrava israelita e foi pedir uma carta de apresentação ao rei da Síria, que fez a carta ao rei de Israel apresentando seu general Naamã. O rei de Israel ficou indignado e rasgou sua própria roupa considerando insulto aquela carta.
O profeta Eliseu ficou sabendo da presença de Naamã no palácio e mandou recado para que o enviasse à sua casa. Naamã chegou à porta da casa do profeta Eliseu, que nem o recebeu e manda seu mensageiro dizer a Naamã que se banhasse no Rio Jordão por sete vezes e seria purificado de sua lepra.
Naamã ficou indignado, furioso com essa atitude. Seu orgulho tinha sido ferido! Deus colocou gente sóbria e conselheira do lado dele: “Se o profeta exigisse os 350 kg de prata ou os 72 kg de ouro, o senhor não faria? Então, ele mandou fazer uma coisa tão simples! Por que o senhor não experimenta? Dá uma chance! Vai lá!”. Louvado seja Deus pelos conselheiros sábios e com discernimento colocados à nossa volta!
4. NAAMÃ EXPERIMENTOU UM  GRANDE  MILAGRE.
Sua chegada em Samaria não foi com pompa e circunstância, trombetas, tapete vermelho… Foi totalmente diferente do que ele tinha pensado. O profeta Eliseu nem o recebeu e manda seu mensageiro dizer a Naamã que se banhasse no Rio Jordão por sete vezes e seria purificado de sua lepra; Naamã ficou indignado! Benditos os conselheiros que Deus coloca ao lado de pessoas como Naamã! “Se o profeta tivesse pedido uma coisa cara, absurda, o senhor não atenderia?”.
Irmão, dá uma chance para Deus: vá ao “Encontro com Deus”, freqüente uma Célula, venha às reuniões de oração, leia a Bíblia, ore sempre, participe dos cultos!
Naamã queria ser curado da lepra em seu corpo e nem sabia que precisava antes ser curado da alma e do espírito! A lepra não estava só na pele e na carne dele, mas no espírito!
Naamã tinha que se despir de seu orgulho e ser tratado por Deus: tinha que mostrar sua feiúra antes de entrar no rio. Não seria possível Naamã entrar no rio sem tirar sua farda de general, suas medalhas e condecorações, seus trajes de vitorioso.
Seus subalternos viram suas chagas antes de mergulhar-se. Ninguém pode ser curado sem primeiro admitir que tenha doença na alma.
Só tem um que pode assentar no trono de nosso coração: Jesus! No reino de Deus, todos nós temos que nos humilhar para recebermos as bênçãos de Deus, sejam doutores, os inteligentes, os bem-sucedidos, os PHDs, os heróis do atletismo, os artistas, os políticos, enfim todos têm que se humilhar diante de Deus!
Se tivesse mergulhado só 1, 2 ou 3 vezes e dissesse: não adianta! Não está acontecendo nada! Seus auxiliares insistiam: o profeta falou 7 vezes. Continue! Vá em frente! 5, 6 e finalmente 7 vezes! A obediência tem que ser completa! O resultado foi que depois da 7ª vez: ele foi purificado, curado inteiramente. Sua pele se tornou como a de uma criança!
Para ser abençoado, você tem que obedecer a Deus! Não adianta só freqüentar aos cultos, às células, às reuniões: precisa obedecer a Deus em sua vida!








5. NAAMÃ FOI COMPLETAMENTE  PURIFICADO.
Nenhum outro leproso foi curado no Rio Jordão. Apenas Naamã! A cura não estava nas águas do Rio Jordão, mas na fé e na obediência incondicional em Deus! O profeta não aceitou nenhum dos presentes de Naamã, que disse a Eliseu: “…Já que não aceitas o presente, ao menos permita que eu leve duas mulas carregadas de terra, pois teu servo nunca mais fará holocaustos e sacrifícios a nenhum outro deus senão ao SENHOR!” (v. 17). Naamã teve uma experiência de conversão, de transformação de sua vida!
1º. Mergulho do Status – Naamã teve que se despir – Mostrar seu interior cheio de chagas, feridas, se expor.
2º. Mergulho do Orgulho – Não importava sua posição social, esteja onde estiver temos que nos curvar ao Senhor.
3º. Mergulho da Conversão – Não é do meu modo e nem onde eu quero é do modo de Deus. Não foi em Damasco mais no rio Jordão onde Deus mandou.
4º. Mergulho da Impaciência – O tempo é de Deus. Não foram 4 ou 5 ou 6, mas 7 mergulhos.
5º. Mergulho da Obediência – Devemos aprender a ouvir Deus e obedecer, mesmo que nossa alma não queira; de início Naamã não queria, mas mergulhou.
6º. Mergulho do Submissão – Passamos a fazer a vontade de Deus, não importa mais o que eu acho, mas o que Deus quer de mim.
7º. Mergulho da Restauração – É quando mergulhamos nos braços de Deus crendo em sua restauração e tornamos nossa ida à Sua presença em um Mergulho da Vitória.

Conclusão: Você está disposto a sair daqui curado hoje? Está disposto a mergulhar? Está disposto a se aliançar com Deus? Tome essa decisão agora e sua vida será mudada para sempre.
Queridos irmãos, a pior lepra de Naamã era seu orgulho. Deus quer fazer um milagre em sua vida, quer curá-lo completamente também. Naamã chegou leproso em Israel e voltou curado! Chegou perdido, e voltou salvo; chegou idólatra, e voltou adorando o Deus vivo!
Não sei como você está neste momento. Se estiver freqüentando a Igreja há tempo, talvez esteja freqüentando uma Célula, mas está vivendo uma vida dupla, Deus quer operar! Você gosta de estar na Igreja ou na Célula, mas tem uma vida de derrotas. Deus quer curar seu espírito, sua alma e seu corpo.

segunda-feira, 7 de março de 2011

5 coisas que me marcam na pessoa de Jesus

  A vida com Jesus é rica, bela, fascinante, aliciante, estimulante, doce, suave...

  • Amor e generosidade - Jesus deu a sua vida por nós. Amou os seus inimigos até ao fim, sem exceções. No auge do seu sofrimento manifestou uma capacidade de perdoar sem limites:" Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem". Jesus é um Amigo leal, generoso, verdadeiro. Ele deu a sua vida pelos seus amigos; que o abandonaram quando Ele mais precisava deles. A capacidade de Jesus para perdoar e amar sem limites é sublime, incomparável. Ele ama-nos incondicionalmente, apesar das nossas falhas, dos nossos defeitos... Ele é a personificação do Amor. O seu mandamento essencial é: "Amai-vos uns aos outros assim como eu vos amei." (João 15:17)
  • Bondade e Compaixão - Há muitas parábolas e atitudes de Jesus que ilustram a sua bondade e compaixão, sobretudo para com os pecadores, os pobres, os oprimidos e marginalizados. Jesus arriscava a sua vida pelas pessoas mais menosprezadas da sociedade em que vivia. (João 8: 3-11) Para Jesus, todos os seres humanos são únicos e preciosos. No seu coração, não há lugar para preconceitos sociais, discriminações raciais. Na parábola do bom samaritano, Jesus revela quem é o nosso próximo e como devemos amar a todos, independentemente da raça, religião, classe social...(Lucas 10: 29-35). Jesus era solidário e compassivo perante o sofrimento humano; curou, alimentou e ressuscitou pessoas. (João 11: 1-44).
  • Autenticidade e Coerência - Jesus viveu tudo o que ensinou e pregou. Foi fiel à Vontade de Deus, em todas as circunstâncias. Todo o seu Ser estava focalizado num único objetivo. Ele desceu do céu para cumprir um Plano Transcendental e, nada nem ninguém o impediu de cumprir esse Plano divino. Por mais hostil e opressivo que fosse o ambiente, Jesus mantinha-se sereno e tranquilo, e respondia com inteligência, sabedoria e coerência às questões que lhe colocavam. Embora fosse uma pessoa flexível e aberta, Jesus não se deixava moldar pelas circunstâncias, pelas pressões e opiniões desfavoráveis dos seus opositores.
  • Humildade - Jesus disse que veio para servir e não para ser servido. Em todos os seus gestos, comportamentos e atitudes, Ele foi fiel a este princípio. Teve atitudes de humildade inacreditáveis, que deixaram os seus discípulos perplexos.(João 13:1-17) Foi humilhado, rejeitado, insultado, abandonado, espancado, nunca se rebelou.
  • Sensibilidade e Inteligência - Jesus revela uma inteligência sublime, assombrosa! Foi um maestro da vida. Transformou as dificuldades e os problemas em ferramentas para afinar os instrumentos da inteligência e da emoção. Regeu a orquestra sinfônica da sabedoria numa terra onde se cantava a música do preconceito e da rigidez." . Eis  um resumo das principais características da personalidade de Jesus;

  1. Não gravitava em torno das ofensas e rejeições sociais.
  2. Pensava antes de reagir.
  3. Era convicto no que pensava e gentil na maneira de expor os seus pensamentos
  4. Transferia a responsabilidade de crer nas suas palavras e segui-lo aos próprios ouvintes.
  5. Vivia a arte do perdão. Podia retomar o diálogo a qualquer momento com as pessoas que o frustravam.
  6. Não fugia dos seus sofrimentos, mas enfrentava-os com lucidez e dignidade.
  7. Não reclamava nem murmurava. Supervalorizava o que tinha, e não o que não tinha.
  8. Não gravitava em torno da fama e jamais perdia o contacto com as coisas simples.
  9. Era sociável, agradável, relaxante. Estar ao seu lado era uma aventura contagiante e estimulante.
  10. Não esperava muito das pessoas que o rodeavam, nem das mais íntimas, embora se doasse intensamente por elas.
  11. Tinha enorme paciência para ensinar e não vivia em função dos erros dos seus discípulos.
  12. Nunca desistia de ninguém, embora as pessoas pudessem desistir dele.
  13. Tinha enorme capacidade para encorajá-las, ainda que fosse com um olhar.
  14. Usava os seus erros como adubo da maturidade, e não como objecto de punição.
  15. Sabia estimular as suas inteligências e conduzi-las a pensar em outras possibilidades


Pb Ademar Leitão

VOCE TAMBÉM PODE TORNAR SEU LAR FELIZ E CRISTÃO

Se você deseja que sua família viva bem, precisa entender a necessidade de promover o relacionamento da mesma com Jesus.
Ao instituir o primeiro lar, o Senhor Deus partiu da necessidade de companheirismo entre os seres humanos: "Não é bom que o homem esteja só". Gênesis 2:18. Ao se iniciar a vida em família os cônjuges devem estar conscientes da importância de satisfazer as necessidades de seus membros:
    • Necessidades físicas.
    • Necessidades emocionais.
    • Necessidades espirituais.
Em uma pesquisa realizada na cidade de Oklahoma, descobriu-se que as chamadas "famílias fortes" eram aquelas que apresentavam seis características predominantes em seu relacionamento:
1 – Um sábio uso do tempo em conjunto – Estas famílias empreendem muitas coisas em conjunto. O tempo assim aplicado não é algo que simplesmente acontece, mas elas fazem com que ele ocorra. Buscam estar associadas em todas as áreas de suas vidas, refeições, recreação, adoração e mesmo no trabalho.
2 – Um bom padrão de comunicação – Elas gastam tempo desenvolvendo a arte de conversar e ouvir. Tais famílias crêem que um bom ouvinte comunica respeito, prestando atenção ao que está sendo comunicado. Por isso, gastam mais tempo ouvindo do que falando.
3 – Compromisso – Para estes lares, estarem profundamente comprometidos com a felicidade e o bem-estar um dos outros é extremamente importante.
4 – Habilidade para lidar de modo positivo com as crises – As crises são manipuladas de modo construtivo. De alguma forma, elas tratam a mais escura situação sob a ótica de nela encontrarem algum elemento positivo, não importa quão estreita ou pequena possa ela ser. Mediante a crise, elas se unem mais, em vez de permitirem o fracionamento do seu grupo.
5 – Apreço – Estas famílias expressam muito apreço entre si. Cada um dos membros procura animar psicologicamente os outros, estimulando-os positivamente.
6 – Alto grau de orientação religiosa – Isto concorda com as pesquisas efetuadas ao longo dos últimos 50 anos, as quais revelam uma relação positiva entre religião e a felicidade no matrimônio e extensos aos relacionamentos familiares. O comprometimento destas famílias vai além da ida à igreja, ou da simples participação nos serviços religiosos. Trata-se de um compromisso com um estilo de vida espiritual. Seus membros descrevem este ato como uma conscientização da presença de Deus, a qual fornece a eles um sentido de propósito, de apoio e de fortalecimento. Estão usando a Palavra de Deus como modelo.
Os dias atuais são caracterizados por uma onda crescente de influências que ameaçam a estabilidade do amor em família. São influências as mais diversas que se infiltram de modo sutil no ambiente familiar, minando sua resistência ao mal, tornando-a fraca e desestimulada a praticar os princípios do relacionamento altruísta cristão.
Hoje a sociedade já não oferece condições que permitam o desenvolvimento harmônico do caráter. De modo assustador estas influências perniciosas progridem, não considerando os funestos resultados, insinuando-se sutilmente, mas, agindo de forma cruel na separação de casais, no abandono dos filhos, na rebeldia para com os pais, na desunião entre irmãos.
Somente o amor de Deus sendo cultivado no coração e no lar poderá fornecer condições para que um casal ou uma família possa resistir a esta onda assustadora de problemas, que tem destruído muitos lares no presente.
Lembre-se que o lar, o relacionamento conjugal não é fiador da felicidade. O marido e a mulher podem viver sob o mesmo teto, gastar o dinheiro em comum, dormir no mesmo quarto, comer juntos, ter filhos de uma de uma experiência que partilharam juntos, mas se não se revestirem do amor de Deus, as intimidades dos relacionamentos familiares e conjugais podem conduzir a um distanciamento e a uma separação.
Um certo engenheiro tem em sua mesa de trabalho um livro grosso: Manual de Máquinas. Consulta-o constantemente à procura de fatos e fórmulas de que necessita para orientar-se em seu trabalho. Suas páginas estão gastas pelo uso diário.
Aceitar a Palavra de Deus como seu guia implica em usá-la como o engenheiro faz com o seu manual. Se você o fizer, estará procurando a orientação necessária para manter o equilíbrio em seu lar, em seu matrimônio e com toda certeza, você viverá mais feliz.
DICAS PARA O SUCESSO ESPIRITUAL DA FAMÍLIA
    • Dedique tempo para oração e estudo da Palavra de Deus.
    • Tenha um horário a cada dia para reunir a família e juntos buscarem a Deus.
    • Se problemas surgirem, coloque-os nas mãos de Deus.
    • Desenvolva o hábito de apresentar uma vida de gratidão a Deus.

terça-feira, 28 de julho de 2009

AS 95 TESES DE LUTERO

Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.
1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.
2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).
3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.
4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.
5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.
6. O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.
7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.
8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.
9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.
10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.
11. Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.
12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.
13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.
14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.
15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.
16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.
17. Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.
18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.
19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.
20. Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.
21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.
22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.
23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.
24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.
25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.
26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.
27. Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].
28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.
29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.
30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.
31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.
32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.
33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.
34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.
35. Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.
36. Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.
37. Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.
38. Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.
39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.
40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.
41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.
42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.
43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.
44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.
45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.
46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.
47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.
48. Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.
49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.
50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.
51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.
52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.
53. São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.
54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.
55. A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.
56. Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.
57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.
58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.
59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.
60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.
61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.
62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.
63. Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.
64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.
65. Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.
66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.
67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.
68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.
69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.
70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.
71. Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.
72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.
73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,
74. Muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.
75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.
76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.
77. A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.
78. Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.
79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.
80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.
81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.
82. Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?
83. Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?
84. Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?
85. Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?
86. Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?
87. Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?
88. Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?
89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?
90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.
91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.
92. Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!
93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!
94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;
95. e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.
[1517 A.D.]


Fonte: CENTRO APOLOGÉTICO CRISTÃO DE PESQUISAS